Patricia Scalea
Um estudo realizado pelo projeto Eco Shark, coordenado pela Dra. Mariana Bata Alonso, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), revelou a presença de antidepressivos, especificamente a sertralina, no cérebro de tubarões-martelo no Rio de Janeiro
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Em entrevista à CNN Brasil, a professora doutora do Instituto de Biofísica da faculdade explicou que, desde 2018, os pesquisadores têm recolhido carcaças de tubarões que são capturadas acidentalmente em redes de pesca
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De acordo com Mariana, a intenção do novo estudo é analisar e entender os efeitos dos antidepressivos e ansiolíticos, já que houve um aumento de 25% no consumo dessas drogas em razão da pandemia de Covid-19
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Essa preocupação levou a equipe a focar em "contaminantes emergentes" (como fármacos), indo além dos resíduos industriais e pesticidas que já costumam monitorar desde 2018
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Diferente de outros poluentes que se acumulam no fígado ou nos músculos, a sertralina apresentou um comportamento seletivo
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A equipe analisou cinco órgãos: cérebro, fígado, músculo (carne), brânquias e as ampolas de Lorenzini
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Dra. Mariana explica ainda que o principal fator para a origem do medicamento no cérebro dos animais é o consumo humano
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No entanto, a principal falha está no sistema de saneamento. Cerca de 1% da sertralina ingerida por humanos é excretada de forma inalterada
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