Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Oscilação Antártica (AAO) é uma das principais teleconexões meteorológicas responsáveis por influenciar o deslocamento de frentes frias da Antártida em direção à América do Sul
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O fenômeno natural se caracteriza pela variação no comportamento dos ventos de oeste e da pressão atmosférica entre o continente antártico e a região sul da Patagônia. A AAO não tem duração fixa e pode atuar no mesmo padrão por prazos que variam de algumas semanas a meses
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As duas fases do fenômeno Os meteorologistas classificam a atuação da Oscilação Antártica em dois modos principais: a fase positiva e a fase negativa. A alternância entre as duas etapas muda a dinâmica do clima na América do Sul
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Na fase positiva, a pressão atmosférica fica relativamente mais alta no sul da Patagônia e mais baixa sobre a Antártida. A configuração fortalece os ventos de oeste e mantém a maioria das frentres frias e ciclones extratropicais retidos ao sul
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Na fase negativa, ocorre o padrão inverso. A pressão fica mais baixa na Patagônia e mais alta na Antártida. Os ventos de oeste enfraquecem ou se deslocam mais para o norte; com isso, as massas de ar frio avançam com maior frequência em direção ao território brasileiro
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Relação com o El Niño De acordo com a Climatempo, estudos científicos mostram que a fase negativa da Oscilação Antártica tende a ser mais frequente em anos marcados pela presença do El Niño
NOAA Satellites
Com a projeção de fortalecimento do El Niño entre o meio da primavera de 2026 e o início do verão 2026/2027, a expectativa é que os períodos de fase negativa da AAO continuem recorrentes
IA/Gemini