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Em menos de uma vida, cerca de seis décadas e meia, as ondas de calor evoluíram de episódios esporádicos e isolados para eventos climáticos massivos e interligados, capazes de cobrir vastas áreas do planeta por meses ou até anos consecutivos
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A maior onda de calor da década de 1960 atingiu cerca de 6% do planeta enquanto se deslocava, durante 46 dias, sobre o Oceano Atlântico, partes da América Latina e da África Ocidental
Foto: Nasa
Para compreender a nova realidade dessas imensas extensões de calor, a Reuters consultou duas dezenas de meteorologistas e pesquisadores do clima e analisou as temperaturas de cada hora de cada dia desde 1960 em mais de um milhão de células de uma grade que cobre todo o planeta
A partir desses resultados, foi desenvolvido um novo conceito: a “tempestade de calor”. Em termos simples, tempestades de calor são ondas de calor de proporções gigantescas
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A Reuters utiliza um critério conservador para definir uma onda de calor comum: cinco ou mais dias consecutivos de temperaturas anormalmente elevadas. As maiores ondas de calor — aquelas que, em seu auge, cobrem pelo menos 1% do globo — são classificadas como tempestades de calor
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A maior tempestade de calor já registrada — aquela que durou 367 dias, entre 2023 e 2024, e atingiu quase 85% do globo — elevou as temperaturas em partes das Filipinas a até 38 °C, tornando insuportáveis as condições para estudantes nas escolas do país
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A mesma tempestade de calor também contribuiu para intensificar um ciclone no Mediterrâneo em 2023. Após as tempestades de calor que atingiram a Bolívia em outubro de 2023, o Lago Titicaca, um dos maiores lagos da América do Sul, aproximou-se de níveis historicamente baixos
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