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Foto: Nasa
Durante a primavera e com aproximação do verão, o El Niño fica no centro das atenções no Brasil, mas nem todo evento extremo é causado diretamente por esse fenômeno, como as ondas de calor
De acordo com o ClimaInfo, o aquecimento que o El Niño provoca é temporário e, apesar de contribuir com alguns episódios, ocorre sobre uma base de aquecimento que já existe independentemente dele: aquele causado pelas mudanças climáticas
IA/Gemini
O calor extremo, por exemplo, tem sua ligação mais forte e direta com o aquecimento global do que com o próprio El Niño
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Eventos ligados ao El Niño Historicamente, o fenômeno aumenta o volume de chuva no Sul do Brasil e, junto às mudanças climáticas, pode resultar em tragédias como as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul
Digue Cardoso/Prefeitura de São Leopoldo
Já as tempestades extremas ocorrem mesmo sem ele. Em fevereiro de 2023, a cidade de São Sebastião, em São Paulo, registrou mais de 600 mm de chuva em menos de 24 horas por fatores meteorológicos locais somados ao aquecimento global, que adicionou até 50 mm extra à tempestade
Instituto Conservação Costeira
Situação atual No Pacífico Equatorial, foi registrado 2,3 °C acima da média na última segunda-feira (5), a quarta semana seguida na faixa muito forte do El Niño. As anomalias chegam a 4,5 °C na costa do Peru e do Equador
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Além disso, houveram impactos humanos fortes. Entre setembro e outubro, temporais e quedas de granizo deixaram mais de 30 mil pessoas fora de casa no país, com destaque para São Paulo e Rio Grande do Sul, representando um volume 33 vezes maior que no mesmo período do ano anterior
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
No total, em 2026, 567,5 mil pessoas já foram desabrigadas ou desalojadas por desastres climáticos no país, o que representa um crescimento de 68,8% em relação ao ano passado
Reprodução/Defesa Civil