Sebastião Araújo/Embrapa
O mercado brasileiro de feijão começa 2026 com um sinal de alerta: os estoques estão baixos, equivalentes a cerca de 15 dias de consumo, enquanto o padrão é de 60 dias. Essa questão pode fazer os preços da leguminosa subirem ao consumidor nos próximos meses
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O risco maior recai sobre o feijão-carioca, item básico da alimentação das famílias de menor renda
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Segundo Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), os sinais de aperto na oferta já eram visíveis desde meados de 2025
Tony Winston/Agência Brasília
A situação dos estoques é agravada pela queda contínua da produção. A área plantada diminui ano após ano, pressionada por preços historicamente baixos e pela concorrência com culturas mais rentáveis, como soja e milho
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Há 10 anos, o Brasil cultivava quase 1 milhão de hectares de feijão apenas na primeira safra (a leguminosa tem três ciclos). Para 2025/26, a estimativa é de apenas 796 mil hectares no verão
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“O preço ficou baixo por muito tempo e desestimulou o plantio de feijão, principalmente carioca. O plantio que já deveria ter começado acabou não acontecendo”, explicou Luders
aNTONIO cRUZ/ABR/Agência Brasil
Além disso, muitos produtores têm substituído o cultivo de carioca pelo mungo ou caupi, que são variedades exportáveis. Como consequência, a temporada atual pode registrar a menor safra de feijão-carioca em 20 anos. Esse cenário resulta em maior volatilidade de preços no varejo
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Apesar da oferta mais curta e dos estoques reduzidos, os preços ainda não reagiram de forma expressiva. A principal explicação está na fraqueza da demanda doméstica, como houve mudanças no padrão alimentar do brasileiro com maior consumo de alimentos industrialziados
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