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Favorecimento do Pix, acordos de comércio preferenciais, etanol e desmatamento estão entre os tópicos citados pelos Estados Unidos como motivo para a recomendação de imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil
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O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs a imposição dessas tarifas, exceto para mercadorias que se enquadram como "sujeitas às tarifas de segurança nacional". Veja a seguir quais são os pontos citados pelos Estados Unidos para a recomendação
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Insegurança jurídica e decisões judiciais O documento cita "ordens judiciais secretas", em que tribunais brasileiros teriam emitido ordens sigilosas para que empresas de tecnologia dos EUA - como X, Meta e Google - removessem conteúdo político e suspendessem perfis
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A recomendação cita ainda penalidades excessivas, como a imposição de multas diárias substanciais e ameaças de encerramento de operações no Brasil (como nos casos da Rumble e do X) por descumprimento dessas ordens judiciais
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Favorecimento do Pix O USTR alega que o fato de o Banco Central do Brasil atuar simultaneamente como regulador e operador do Pix cria um conflito de interesses. A instituição é acusada de privilegiar o Pix em detrimento de serviços de pagamento dos EUA
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Tarifas preferenciais injustas Outro ponto de incômodo são os acordos tarifários preferenciais mantidos pelo Brasil com México e Índia em setores nos quais esses países já são globalmente competitivos - como veículos, químicos e maquinário -, o que prejudicaria produtos americanos
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Devido a esses acordo, os EUA alegam que a participação de produtos norte-americanos no mercado brasileiro caiu drasticamente enquanto a de produtos indianos e mexicanos aumentou. Ainda na esteira dos acordos de comércio, citam o fim da cooperação bilateral no caso do etanol
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O Brasil abandonou o tratamento tarifário recíproco de 2010 e impôs uma tarifa de 18%, desde 2023, sobre o etanol americano, enquanto o etanol brasileiro continua tendo acesso aberto ao mercado dos EUA
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Combate à corrupção A recomendação também aponta falhas do Brasil no combate à corrupção, alegando que o governo brasileiro falhou em investigar e processar adequadamente casos de suborno estrangeiro
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Lentidão na concessão de patentes e pirataria O USTR aponta uma falha sistêmica em combater a importação e o tráfico de produtos falsificados, com falta de penalidades dissuasórias e número insuficiente de oficiais de alfândega nas fronteiras
Valter Campanato/Agência Brasil
Desmatamento ilegal Os EUA afirmam que o Brasil não audita adequadamente fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e falha em impedir a invasão de terras e a extração ilegal de madeira
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