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Um experimento acadêmico em sala de aula se transformou em uma metodologia pedagógica que faz da música brasileira, e da riqueza fonética do português, ferramentas de aprendizado e conexão cultural para crianças na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos
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Idealizado pelo professor paulista Liel Vini, 28, o projeto “Liel Vini Música e Mundo” começou de forma despretensiosa, quando ele precisou conduzir aulas práticas para futuros professores durante a graduação. A escolha da cantiga "Cai Cai Balão" serviu como termômetro para a ideia
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Foi mais como um experimento, sem saber exatamente como os alunos reagiriam. O que me surpreendeu foi a receptividade imediata. Houve uma curiosidade genuína, uma abertura real para a nossa cultura que eu não esperava
Liel Vini, professor
Com o retorno positivo em sala de aula, o uso da música brasileira tornou-se gradual e estruturado, consolidando uma abordagem em que o idioma atua como ponte pedagógica
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Liel Vini, professor
Desafios de pronúncia Segundo o professor, a reação inicial das crianças é marcada pelo entusiasmo diante de novos sons e ritmos totalmente diferentes do repertório fonético da língua inglesa
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Liel Vini, professor
O principal desafio está na pronúncia, especialmente em músicas com letras mais difíceis. Eu tenho, por exemplo, o sonho de ensinar o clássico brasileiro 'Aquarela', mas a densidade da letra torna o processo muito difícil para a faixa etária com a qual trabalho
Liel Vini, professor
Sob o aspecto linguístico, o professor afirma que a música brasileira funciona como um catalisador para a articulação e a escuta atenta. A estrutura das canções — ritmo, melodia e repetição — orienta a entonação natural da língua sem a rigidez dos métodos tradicionais
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O método utilizado por Vini propõe que os alunos sintam o idioma, em vez de apenas traduzi-lo. Com isso, a música reduz o medo de errar, tornando o processo de aprendizagem mais leve e criando um ambiente em que a experimentação se torna bem-vinda
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