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Com o avanço dos recursos tecnológicos, uma pergunta se torna cada vez mais difícil de ignorar: quando estudantes usam inteligência artificial para estudar, seja nas tarefas de casa ou na sala de aula com mediação do professor, a tecnologia ajuda a aprender ou apenas entrega a resposta no lugar do aluno?
Katerina Holmes/Pexels
Essa questão inspirou uma pesquisa recente, publicada na revista científica Science of Learning, do grupo Nature. Pesquisadores reuniram dados de quase 4.600 alunos, em 28 estudos diferentes
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O resultado? A IA pode, sim, melhorar o aprendizado, mas não necessariamente mais do que outras ferramentas digitais de ensino
Matheus Bertelli/Pexels
De oito estudos que compararam tutores de IA com o ensino tradicional, sete encontraram ganhos significativos de aprendizagem, de médio a grande porte. A história muda quando a comparação é feita com outras ferramentas digitais de ensino sem inteligência artificial — e não com a aula tradicional
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Dos quatro estudos desse tipo, apenas um encontrou vantagem clara para a IA. Para os autores, o que pode fazer a diferença não é a tecnologia em si, mas o desenho pedagógico por trás dela
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Os chatbots, como o ChatGPT e o Gemini, são baratos e eficientes para tirar dúvidas e aumentar a produtividade de professores e alunos. Mas, como não foram concebidos para fins educacionais, têm dificuldade em acompanhar a evolução do aprendizado e adaptar o ensino ao estágio de cada estudante
Marta Wave/Pexels
Essa limitação ganha importância à medida que a IA começa a ser incorporada de forma mais estruturada à educação brasileira. O desafio não é só colocar a tecnologia nas mãos de professores e alunos, mas definir como ela será usada para ensinar
Gustavo Fring/Pexels