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Uma pergunta se torna cada vez mais difícil de ignorar: quando estudantes usam inteligência artificial para estudar, seja nas tarefas de casa ou na sala de aula com mediação do professor, a tecnologia ajuda a aprender ou apenas entrega a resposta no lugar do aluno?
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Essa questão inspirou uma pesquisa recente, publicada na revista científica npj Science of Learning, do grupo Nature. Pesquisadores reuniram dados de quase 4.600 alunos, em 28 estudos diferentes
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O resultado? A IA pode, sim, melhorar o aprendizado, mas não necessariamente mais do que outras ferramentas digitais de ensino
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Nos oito estudos que compararam IA com o ensino tradicional, sete encontraram ganhos significativos de aprendizagem. Em um deles, realizado na China, os alunos que usaram IA para aprender o teorema de Pitágoras evoluíram 4,19 vezes mais que o grupo que só teve aula convencional
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A história muda quando a comparação é feita com outras ferramentas digitais de ensino sem inteligência artificial — e não com a aula tradicional. Dos quatro estudos desse tipo, apenas um encontrou vantagem clara para a IA
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Para Ricardo Villar, vice-presidente de AI Solutions da Software.com.br, ensinar vai além de apenas fornecer conteúdo: envolve metodologia, currículo e uma visão pedagógica que define o papel do professor e do aluno — e “o grau de autonomia que se busca desenvolver no estudante"
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Os chatbots baseados em modelos de linguagem são baratos e eficientes para tirar dúvidas e aumentar a produtividade. Mas, como não foram concebidos para fins educacionais, diz Villar, têm dificuldade em acompanhar a evolução do aprendizado e adaptar o ensino ao estágio do aluno
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Para Villar, é essa combinação entre tecnologia e estratégia pedagógica que pode transformar a IA em apoio ao aprendizado, e não em atalho para chegar à resposta
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