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Você entende a reunião, acompanha a lógica e sabe exatamente o que está sendo discutido. Ainda assim, quando chega a sua vez de falar, algo acontece: você demora, elabora demais, hesita e perde o timing
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Essa percepção se consolidou, inclusive, em uma conversa com Edinelson Oliveira, consultor em gestão corporativa, ao falar sobre o uso do inglês em contextos executivos. O problema raramente está no repertório linguístico disponível, e sim na capacidade de usá-lo em tempo real
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Amplia-se o vocabulário, refina-se a gramática, ajusta-se a pronúncia. No entanto, no ambiente corporativo, especialmente em situações que envolvem tomada de decisão, esses elementos não são avaliados de forma isolada
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Enquanto a formulação interna busca precisão ou sofisticação, a interação avança. Outros interlocutores ocupam o espaço discursivo, e a contribuição que poderia ter sido relevante perde o momento
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Em contextos organizacionais, isso tem implicações diretas: participação tardia tende a reduzir influência
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Profissionais que operam bem em inglês não necessariamente dominam mais estruturas ou possuem um vocabulário mais amplo. O diferencial está na forma como usam o que já sabem
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Em vez de construir enunciados longos e complexos, recorrem a estruturas mais diretas, estáveis e facilmente recuperáveis. Priorizam clareza e agilidade em detrimento de elaboração excessiva
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A questão que permanece, portanto, é menos sobre o quanto se sabe e mais sobre como esse conhecimento é acionado. No ambiente executivo, a diferença é evidente: não se destaca quem compreende mais, mas quem consegue participar, reagir e influenciar no momento da conversa
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