O que funciona melhor no vestibular: estudar o ano todo ou na reta final?

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Enquanto muitos estudantes deixam para estudar na véspera das provas, coordenadores pedagógicos afirmam que a preparação ao longo de todo o ano traz melhores resultados no vestibular

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 Na prática e na psicologia cognitiva, a constância potencializa a retenção, reduz a ansiedade e prepara melhor o estudante do que o intensivão de última hora

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Parte da explicação para essa afirmação está na sensação de urgência que se intensifica com a proximidade do Enem e dos vestibulares. Aí muita gente pensa: “ok, vacilei antes, mas ainda dá pra correr atrás”. Essa sensação cria um impulso de concentrar tudo nas últimas semanas

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O problema é que esse “modo turbo” engana um pouco. Ele dá a impressão de produtividade — porque se estuda muito em pouco tempo —, mas ignora um limite real do cérebro: ele não consegue absorver e organizar tanta informação de uma vez

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Segundo o coordenador pedagógico do Colégio Santa Catarina, Elvis Miranda Silveira, “quem deixa para última hora enfrenta maior sensação de sobrecarga, dificuldade para organizar prioridades, ansiedade e alteração na qualidade do sono”, explica ele

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Esses fatores interferem diretamente no resultado das provas. Enquanto estudar aos poucos, com constância e ao longo do tempo permite que seu cérebro trabalhe com mais calma, “maratonar” conteúdo perto da prova gera um estado de alerta permanente

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Para o coordenador Elvis Miranda Silveira, a rotina ideal de estudos não significa que basta o aluno sentar e estudar mais horas por conta própria. É preciso que a escola organize o ensino com uma sequência lógica: quais conteúdos serão trabalhados, quando serão revisados e como serão aprofundados

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Segundo o especialista, a preparação para o Enem deve começar já no 1º ano do Ensino Médio, com aulas direcionadas, simulados presenciais e online e revisões periódicas. Em vez de só olhar a nota, o estudante pode analisar quais conteúdos errou, quais habilidades ainda não domina e onde precisa concentrar esforços

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