Procura por reforço escolar sobe 52%: quem paga aula extra e por quê

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Um levantamento da plataforma de serviços GetNinjas dá uma medida desse movimento. Segundo a empresa, os pedidos de serviços escolares e aulas de reforço cresceram 52% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior

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Para Pedro Nazareth, CEO da empresa, o aumento pode estar ligado ao retorno às aulas. Na avaliação dele, o segundo semestre deixa mais claras as matérias em que o aluno tem dificuldade, e a busca teria origem tanto na recuperação de conteúdos quanto à preparação para as provas

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Entrevistado pela CNN Brasil, Fernando Vizotto Galvão, professor da Faculdade de Educação da Unicamp e pesquisador do ensino suplementar, faz uma ressalva: para entender o salto registrado por uma única plataforma, seria preciso conhecer os serviços que ela oferece

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Quando uma família paga para o filho fazer aula de matemática, inglês, piano ou tênis, isso também pode ser entendido como ensino suplementar. O conceito varia entre os pesquisadores, mas Galvão inclui idiomas, esportes e artes

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Quem mais recorre ao reforço, segundo Galvão, são as famílias de camadas médias, que podem pagar pelo serviço e dependem do sucesso escolar dos filhos para garantir uma boa posição social no futuro

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Segundo Galvão, a maior parte dos estudos aponta melhora em testes e provas, embora a pesquisa sobre o tema não seja conclusiva. O efeito aparece tanto para quem precisa superar uma dificuldade quanto para quem quer chegar mais preparado a um processo seletivo

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Mas não basta fazer mais aulas. O resultado depende da qualidade do reforço, do tempo dedicado e do formato — individual ou em grupo. E há uma ressalva: focar demais em um exame pode deixar o restante da vida escolar em segundo plano, alerta Galvão

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Ainda que as aulas funcionem, resta ainda o impacto social, pois quem acessa essas aulas, já conta com uma escola bem equipada, espaço para estudar em casa, tempo livre e computador próprio

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Para diminuir essa distância, Galvão aponta para a própria escola pública: turmas menores, professores bem remunerados, boa infraestrutura, alimentação, transporte, biblioteca e quadra coberta. Assegurar essas condições de ensino, diz ele, seria “um ótimo ponto de partida”, diz

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