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O tênis vive um momento histórico. Pela primeira vez desde a criação de Wimbledon, em 1877, nenhum jogador que utiliza o backhand de uma mão chegou às semifinais de um Grand Slam na mesma temporada
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Até 2025, pelo menos um tenista com o backhand de uma mão havia alcançado a semifinal de um dos quatro grandes torneios do ano. A sequência atravessou diferentes eras do esporte e sobreviveu à transformação das raquetes, das superfícies e do estilo de jogo
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Tsitsipas era a última esperança Tsitsipas chegou à quarta rodada do US Open como o último jogador de backhand de uma mão ainda na disputa. O grego precisava avançar até a semifinal para manter a tradição viva por mais uma temporada
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O resultado também encerra uma trajetória recente de protagonismo do golpe. Roger Federer foi seu principal símbolo na era moderna, enquanto nomes como Stan Wawrinka, Grigor Dimitrov, Dominic Thiem, Tsitsipas e Lorenzo Musetti ajudaram a mantê-lo presente entre os melhores
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Por que o golpe perdeu espaço? O backhand de duas mãos se tornou dominante no tênis profissional por oferecer maior estabilidade e controle, principalmente diante da velocidade e do peso das bolas no circuito atual
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A evolução das raquetes e das cordas também favoreceu essa mudança. O equipamento moderno permite gerar mais potência e topspin, fazendo com que a bola quique mais alto e dificulte a resposta com apenas uma mão