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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política que restringe a participação em competições femininas dos Jogos Olímpicos apenas a atletas biologicamente do sexo feminino, cuja elegibilidade será determinada por um teste genético único
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A medida faz parte de uma iniciativa da entidade para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite, após anos de regulamentações fragmentadas que resultaram em controvérsias significativas
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De acordo com o COI, todas as atletas que desejarem se classificar ou competir em eventos femininos nos Jogos deverão realizar um teste para detectar a presença do gene SRY, que será utilizado como critério de elegibilidade
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“Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que uma atleta passou por desenvolvimento sexual masculino”, afirmou a entidade em comunicado oficial
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Historicamente, o COI evitava adotar uma regra universal sobre a participação de atletas transgênero nos Jogos Olímpicos e, em 2021, orientou federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes
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A mudança de direção ocorreu após a posse da nova presidente do COI, Kirsty Coventry, em junho do ano passado. Ela afirmou que a organização passaria a liderar a definição de uma abordagem uniforme sobre o tema
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As novas regras não terão efeito retroativo e não impactam o esporte de base ou amador. Até então, atletas transgênero podiam competir nos Jogos Olímpicos desde que fossem liberados por suas respectivas federações
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Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump proibiu, no ano passado, a participação de atletas transgênero em competições femininas escolares, universitárias e profissionais. A medida ocorre enquanto Los Angeles se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2028
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