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A Uefa, órgão dirigente do futebol europeu, votou pelo boicote às futuras Copas do Mundo masculinas e femininas como protesto ao plano da Fifa — a entidade máxima do futebol mundial — de injetar capital privado em suas competições
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A votação da Uefa foi unânime, com todos as 55 associações nacionais a favor, colocando o membro mais rico e importante da Fifa em conflito com seu presidente, Gianni Infantino
Como resultado da discussão de hoje, nenhuma seleção nacional vinculada à Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas estiverem em pauta, a menos que a proposta seja totalmente abandonada
Texto de comunicado oficial da Uefa enviado à CNN
Reprodução/X/@SEFutbol
O boicote significaria que seleções europeias como a atual campeã mundial, a Espanha, além das semifinalistas França e Inglaterra, não disputariam a Copa do Mundo de 2030
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Entenda o caso A Fifa e Infantino anunciaram planos para criar uma subsidiária — envolvendo investimento de capital privado — que deteria o controle dos direitos comerciais e operacionais da Copa do Mundo
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A proposta tem sido alvo de intenso escrutínio e críticas em todo o mundo, com a Uefa afirmando que a "alma e a governança" do esporte estão sob ameaça. Já a Fifa declarou que os recursos gerados pelo que chama de Fifa Forward Enterprise (FFE) serão reinvestidos no esporte
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O boicote também afetaria a Copa do Mundo Feminina do próximo ano, no Brasil; três das quatro semifinalistas da edição anterior eram europeias — incluindo a atual campeã, a Espanha —, e elas ficariam fora do torneio