Análise: Por que EUA não tratam Nicarágua como tratam Cuba e Venezuela

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Após os EUA capturarem o ditador da Venezuela e aumentarem a pressão econômica sobre Cuba, muitos se perguntaram se o próximo alvo da Casa Branca seria a Nicarágua, país latino-americano em que o líder descartou a possibilidade de novas eleições

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No entanto, a Casa Branca não sinalizou que tomará medidas iminentes na Nicarágua. Enquanto isso, os líderes do país, Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, têm evitado provocar o governo Trump

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O professor Kai Thaler, do Departamento de Estudos Globais da Universidade da Califórnia, avaliou que, para Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, Cuba importa muito mais do que a Nicarágua. "Além disso, a Nicarágua não possui os recursos naturais da Venezuela", destacou Thaler

O professor afirmou que outra diferença fundamental é que a Nicarágua é governada por uma família e não tem um sucessor claro como Delcy Rodríguez, da Venezuela, que assumiu a liderança após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA

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Com a Nicarágua, os Estados Unidos têm uma abordagem diferente da aplicada a Caracas e Havana, de acordo com o cientista político nicaraguense Manuel Orozco, diretor do Programa de Migração, Remessas e Desenvolvimento do Diálogo Interamericano

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“Uma interpretação é que a inércia política na ditadura de Murillo e Ortega irá gerar conflitos internos, uma desaceleração econômica, um possível protesto social onde (os EUA) podem exercer pressão. Mas não o contrário”, disse o especialista

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Ele enfatizou que o governo sandinista, no poder desde 2007, não enfrenta turbulências econômicas ou protestos de rua. Então, se os EUA intervirem, “estariam forçando uma transição”

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Thaler observou que Ortega e Murillo estão sempre prontos para negociar com os Estados Unidos, mesmo sem uma mesa de diálogo estabelecida. Sinais como a libertação de prisioneiros são “concessões superficiais para reduzir a pressão dos EUA sem ameaçar o poder deles [...]”

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