Análise: Como o resultado da eleição na Colômbia afeta o Brasil

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Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, consolidando uma tendência de guinada à direita na América Latina

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Advogado e empresário, De la Espriella nunca ocupou cargos públicos e foi eleito com promessas de exterminar os grupos armados e construir megaprisões na Colômbia

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Mário Braga, analista para a América Latina da Rane, avaliou que a tendência observada na Colômbia faz parte de um padrão mais amplo na América Latina, marcado pelo balanço do eleitorado entre o espectro político

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Para o especialista, o que há de comum na região são países com grande deficiência na prestação de serviços públicos e incapacidade de transformar a riqueza gerada pela exportação de commodities em melhora de qualidade de vida

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Mário Braga destacou ainda que, fora dos chamados "superciclos" econômicos favoráveis, como o boom de commodities dos anos 2000, o eleitorado latino-americano tende a "punir" os governos que estão no poder a cada um ou dois ciclos eleitorais

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Mário Braga avaliou que, com a guinada à direita na Colômbia, forma-se um tabuleiro favorável aos objetivos de segurança dos Estados Unidos na região, com possibilidade de operações conjuntas e maior cooperação militar

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Mário Braga acrescentou que, com as eleições brasileiras previstas para outubro, os Estados Unidos podem aguardar o resultado para definir o tipo de ação a ser adotada em território nacional

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"Caso não haja uma predisposição do governo brasileiro de atuar em conjunto [...], não se pode descartar que os Estados Unidos decidam, em conjunto com outros países da Amazônia, ter algum tipo de ação mais contundente", concluiu

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