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O Congresso da Nicarágua aprovou uma reforma constitucional que proíbe partidos de oposição de participarem das eleições e amplia o mandato presidencial. A medida é apoiada por Daniel Ortega, que chegou a declarar o fim das eleições no país, e sua esposa, Rosario Murillo
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A reforma foi aprovada em primeira votação na Assembleia Nacional e deve ser ratificada em segunda votação no início do próximo ano. A iniciativa já havia sido criticada anteriormente pelos Estados Unidos e por outros países da região
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Além de excluir a oposição das eleições, a reforma também amplia de seis para sete anos os mandatos dos copresidentes e de outros funcionários eleitos, assim como dos comandantes das Forças Armadas e da polícia
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Ortega havia descartado, em julho, a possibilidade de realizar novas eleições no país, com o objetivo declarado de impedir que a oposição chegasse ao poder. Logo em seguida, a Assembleia Nacional da Nicarágua passou a elaborar um plano para implementar a ordem de Ortega
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Há anos, opositores denunciam fraudes eleitorais e a falta de liberdades civis. Em 2024, o partido governista aprovou uma reforma que ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos e elevou Murillo, então vice-presidente do país, à condição de copresidente
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A reforma também adiou as eleições presidenciais, originalmente previstas para o fim deste ano, para o final de 2027
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Próximo de completar 81 anos, Ortega ajudou a derrubar a família Somoza no fim dos anos 1970 e, com quase duas décadas no poder, é o líder há mais tempo no cargo nas Américas
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