Entenda a onda de protestos no Irã e o impacto para o regime

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Protestos antigoverno acontecem no Irã desde o fim de dezembro. Esse é o maior desafio ao regime em anos. Organizações de direitos humanos disseram que mais de 500 pessoas foram mortas e cerca de 10.600 presas

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O que desencadeou os protestos? Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime

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A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado — o que levou lojistas a aumentarem os preços, e alguns a fecharem suas portas

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Pessoas de mais de 100 cidades participaram dos protestos, que se espalharam até uma região que faz fronteira com o Iraque

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Quem governa o Irã e o que isso significa para o regime? O Irã é uma teocracia desde 1979, quando clérigos derrubaram um monarca secular aliado ao Ocidente, levando à formação da República Islâmica, atualmente liderada por Ali Khamenei

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Multidões incendiaram as ruas e entoaram "Morte a Khamenei", desafiando diretamente o líder supremo, que detém autoridade máxima sobre os assuntos religiosos e estatais do país

Masoud Pezeshkian foi eleito presidente em 2024, promovendo uma política externa mais pragmática. Porém, seus poderes são limitados, e Khamenei comanda todas as grandes questões de Estado

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Pezeshkian se posicionava como um campeão da classe trabalhadora, prometendo alívio econômico. Mas a corrupção em todas as partes do governo, a má gestão de fundos, a convergência de problemas ambientais e a liderança estagnada colocam o governo à beira do abismo

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Com o agravamento da situação, Donald Trump alertou o Irã sobre consequências severas caso manifestantes sejam mortos. "Eu os deixei saber que, se começarem a matar pessoas, o que costumam fazer durante seus distúrbios... vamos atacá-los com muita força", disse Trump 

- Kent Nishimura/Reuters

Em um discurso televisionado marcando seus primeiros comentários públicos desde o início das manifestações, Khamenei pediu a Trump que "foque nos problemas de seu próprio país"

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Há alguns agitadores que querem agradar o presidente americano destruindo propriedade pública. Um povo iraniano unido derrotará todos os inimigos. A República Islâmica não vai recuar diante daqueles que buscam nos destruir

Ali Khamenei, líder supremo do Irã