Entenda como a tensão no Estreito de Ormuz afeta o cessar-fogo entre EUA e Irã

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Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques no Estreito de Ormuz, colocando o cessar-fogo entre os países em xeque mais uma vez

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Isso acontece em meio a um impasse nas negociações para fim da guerra e temores de que o conflito na região possa recomeçar

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Priscila Caneparo, professora da Washington & Lincoln University, alerta que o aumento de ataques e possível apreensão de navios no Estreito de Ormuz pode gerar um "efeito dominó" e levar a uma resposta desproporcional por parte dos EUA ou do Irã, reiniciando a guerra

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O regime iraniano insiste que a via marítima está fechada. A Marinha da Guarda Revolucionária divulgou um mapa do estreito, destacando a área que diz estar sob seu controle e alertando que embarcações na região que não seguirem seus protocolos correm "sérios riscos"

Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã via CNN

Trump alertou que as forças iranianas seriam "varridas da face da Terra" caso tentassem atacar navios americanos em Ormuz ou no Golfo Pérsico. Os EUA prometeram proteção para embarcações que queiram passar pela região

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"O resultado é um cessar-fogo muito frágil nesse momento, perpetuando a possibilidade de se ter uma quebra desse cessar-fogo a qualquer momento. E aí a gente poderá observar os Estados Unidos atacando novamente o território iraniano", comenta Caneparo

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Karina Calandrin, professora de Relações Internacionais do Ibmec-SP, também avalia que a troca de hostilidades fragiliza diretamente qualquer cessar-fogo, aumentando o risco de erros de cálculo por algum dos lados

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"O ponto central é que estamos diante de uma dinâmica de alto risco e baixa previsibilidade. Não é uma guerra inevitável, mas é um cenário em que pequenos eventos podem produzir efeitos desproporcionais", complementa a professora

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