Linha do tempo explica a escalada dos protestos no Irã; entenda

Francesco Militello Mirto/NurPhoto via Getty Images

O Irã entrou na terceira semana de protestos espalhados pelo país no dia 12 de janeiro, o número de mortos em decorrência das manifestações também aumentou drasticamente

Manoel Augusto Moreno/Getty Images

Milhares de pessoas foram mortas e presas, segundo a organização de direitos humanos HRA (Human Rights Activist)

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Os protestos começaram em Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações contra o regime teocrático

Reuters

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas no dia 8 de janeiro — a maior noite de manifestações nacionais até o momento — deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior

Reuters

Entenda a  seguir a escalada dos protestos no Irã ao longo das semanas

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28 de dezembro de 2025 Lojistas e comerciantes foram às ruas, entoando slogans contra o regime devido à sua incapacidade de pagar o aluguel após a moeda do país — o rial — atingir mínimas históricas

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31 de dezembro de 2025 Um membro da força paramilitar Basij do Irã foi morto e outros 13 ficaram feridos quando protestos se tornaram violentos no oeste de país, segundo a mídia estatal. Esta é a primeira morte conhecida relacionada aos protestos

EPA

1º de janeiro de 2026 Pelo menos cinco pessoas morreram em dois confrontos distintos com a polícia em diferentes províncias. Outras três mortes ocorreram quando manifestantes invadiram uma delegacia no oeste do Irã, segundo a agência de notícias estatal Fars

AFP

2 de janeiro de 2026 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alerta que seu país intervirá se os manifestantes continuarem sendo mortos. O chefe de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, diz a Trump na rede social X que a interferência dos americana causaria "perturbação em toda a região e a destruição dos interesses americanos"

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4 de janeiro de 2026 O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declara apoio aos manifestantes. No mesmo dia, forças de segurança iranianas invadem um hospital em Ilam, oeste do país, onde prendem manifestantes feridos, uma tática comum do aparato de segurança

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8 de janeiro de 2026 O príncipe exilado iraniano exilado, Reza Pahlavi, convoca os iranianos a "saírem às ruas e, como uma frente unida, gritarem suas reivindicações". As autoridades cortam o acesso à internet e as linhas telefônicas imediatamente após o início dos protestos

Abdul Saboor/Reuters

9 de janeiro de 2026 As autoridades reprimem violentamente a dissidência enquanto os manifestantes continuam a marchar. Testemunhas relatam ter visto forças de segurança com armas militares atirando contra as pessoas, com cenas em hospitais descritas como "completamente caóticas"

Anônimo/Getty Images

11 de janeiro de 2026 O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, culpa os protestos em curso no país a "terroristas" ligados ao exterior, que, segundo ele, incendiaram comércios, mesquitas e locais culturais

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  Alishia Abodunde/Getty Images