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O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. Especialistas ouvidos pela CNN avaliam possíveis riscos de o Brasil ser alvo de operações americanas
Augusto Teixeira, professor do Departamento de Relações Internacionais da UFPB e pesquisador do INCT Observatório de Capacidades Militares e Políticas de Defesa, explica que, a partir da designação como terroristas, abrem-se possibilidades para ações diretas dos Estados Unidos
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A cooperação policial no âmbito desses grupos vistos como crime organizado pode passar para outra lógica, uma lógica de segurança nacional americana, em que a ideia do combate efetivo e talvez de ações cinéticas paramilitares de inteligência pode ocorrer
Augusto Teixeira, professor do Departamento de Relações Internacionais da UFPB
Augusto Teixeira, professor do Departamento de Relações Internacionais da UFPB
A advogada Priscila Turchetto, especializada em Direito Internacional, afirma que, mesmo com a designação, os EUA não podem enviar tropas ao país, considerando a soberania brasileira, mas que "o impacto [da designação] é real"
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Priscila Turchetto, advogada
Ao carimbar esses grupos como organizações terroristas estrangeiras, Washington ganha o poder unilateral de congelar bens, rastrear o uso global de dólares e processar criminalmente qualquer indivíduo ou empresa que realize transações com esses grupos, asfixiando o fluxo de capitais
Priscila Turchetto, advogada
O analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna analisa que a medida pode ter implicações diretas sobre o Brasil, abrindo espaço para que os Estados Unidos aleguem a existência de ameaças à sua segurança nacional em território brasileiro
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O que muda quando se classifica como terrorista? Entra a doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos. [Isso permite] inúmeras possibilidades de invasão de privacidade, de quebra de sigilo de forma arbitrária
Lourival Sant'Anna, analista de Internacional da CNN
Para o analista, "ações militares americanas podem violar o espaço aéreo brasileiro, o espaço marítimo, o espaço terrestre" e pode haver ainda "medidas cibernéticas" que vão além do combate ao terrorismo
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