Oficina Nacional de Procesos Electorales/Flickr
A reta final da apuração do segundo turno da eleição presidencial do Peru avança em ritmo lento. A votação foi realizada no dia 7 de junho, mas a autoridade eleitoral do país afirmou que a contagem completa deve ser concluída até julho
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O cenário é ainda mais complexo com a disputa acirrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez
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Esse é o primeiro ponto que ajuda a explicar a demora no processo: com os dois candidatos muito próximos na contagem, será necessário avançar ainda mais para cravar o próximo presidente. Entenda a seguir outros motivos para a demora na apuração
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Dois dos principais pontos que dificultam a apuração dos votos no Peru são a maneira como a eleição é realizada e a geografia do país, com terreno montanhoso e selvas
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O Peru utiliza o voto impresso, o que exige que as cédulas sejam enviadas para centros específicos para que sejam contadas. Muitas vezes é necessário utilizar barco para alcançar locais em áreas de selva ou então fazer viagens com burros para regiões sem estradas e trilhas
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Flavia Loss, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia, também afirma que, além de a contagem ser realizada à mão, é necessário digitalizar os resultados com as atas
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Voto do exterior Outro ponto que explica a demora na contagem no Peru é o voto dos cidadãos em outros países. Este bloco costuma ser um dos últimos a ser contabilizado, visto que as cédulas precisam ser transportadas de avião até a capital peruana, Lima
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Processo complexo O processo eleitoral no Peru também é complexo, o que dificulta a proclamação do resultado, principalmente em um pleito tão disputado. O Onpe organiza o processo eleitoral, cuida de sessões eleitorais, cadastramento de eleitores e até da organização e logística
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Em seguida, há atas que podem ser enviadas ao JEE (Júri Eleitoral Especial), que funciona apenas no período das eleições. Ele resolve apelações e controvérsias locais. Por fim, é necessário ainda que outro órgão valide os resultados: o Júri Nacional de Eleições
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Contexto político, desconfiança e judicialização Em entrevista à CNN, Francisco Sagasti, ex-presidente do Peru, avaliou que a própria desconfiança faz com que tudo seja muito mais devagar, sendo necessário "ver todas as atas"
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