Por que a Europa está se preparando para um conflito mais amplo?

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Algo está deixando a Europa apreensiva. Tudo começou com Belarus, o aliado militar mais próximo da Rússia, que realizou exercícios de grande porte perto do Corredor de Suwałki, a estreita faixa de terra que liga os Estados Bálticos ao restante da Otan

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Em seguida, o presidente francês, Emmanuel Macron, convocou líderes políticos do país para uma reunião confidencial de inteligência. Após isso, anunciou novas medidas para proteger a infraestrutura crítica contra os ataques híbridos russos

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O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, foi além, alertando que a Rússia pode lançar ataques com drones ou mísseis contra países da Otan e disfarçá-los como acidentes

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O Reino Unido orientou os cidadãos a começarem a se preparar para a possibilidade de guerra e a estocarem alimentos enlatados e água potável. O chefe de defesa do país afirmou que a região enfrenta o período "mais perigoso" em décadas

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A Alemanha está preparando seus hospitais para um possível ataque russo. O chanceler Friedrich Merz alertou para "momentos decisivos" na "defesa da liberdade e da paz do nosso continente". Até mesmo a tradicionalmente neutra Suíça adotou uma nova estratégia de segurança nacional 

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O desafio estratégico para a Otan é que a Rússia pode realizar operações sem cruzar a linha que levaria a uma guerra convencional. Pilotar um drone no espaço aéreo da Otan, paralisar um aeroporto, sabotar infraestruturas, executar assassinatos por meio de redes criminosas...

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Durante as três décadas que se seguiram à Guerra Fria, a Europa permitiu que a sua capacidade de prontidão nacional sofresse um processo de atrofia. Os riscos de guerra pareciam remotos. Essa era chegou ao fim

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A Europa está se preparando para a guerra porque seus líderes compreendem, cada vez mais, a dissuasão depende daquilo em que Putin acredita, e a resposta dos Estados Unidos a uma guerra em expansão seria incerta

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