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Dois países disputam o controle de uma carga de ouro guardada no cofre de um banco.
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Trata-se de 31 toneladas de barras de ouro pertencentes à Venezuela, que foram depositadas no Banco da Inglaterra em 2008
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A Venezuela não tem controle sobre elas desde que a Justiça britânica negou acesso ao metal, em 2019, após não reconhecer Nicolás Maduro como presidente. Pelo valor atual do ouro, a quantia equivaleria a cerca de US$ 4 bilhões
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O destino das barras de ouro da Venezuela na Inglaterra começou a ser discutido em meio ao crescente desgaste das relações entre o país sul-americano e os Estados Unidos após a chegada de Nicolás Maduro ao poder, em 2013
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Em novembro de 2018, a Reuters informou que o Banco Central da Venezuela havia iniciado negociações para retirar parte de seu ouro da Inglaterra por "temor de sanções" que poderiam impedir o acesso a essas reservas
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Dois meses depois, em janeiro de 2019, a Assembleia Nacional declarou Juan Guaidó presidente interino da Venezuela e classificou Maduro como "usurpador". Três dias depois, o Banco da Inglaterra impediu a retirada do ouro pelo regime Maduro
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Caracas tentou levar o caso aos tribunais, mas, em 2020, o Tribunal Superior de Londres negou o acesso ao ouro pelo governo de Maduro, considerando que Londres havia "reconhecido inequivocamente Guaidó como presidente da Venezuela"
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A batalha judicial, porém, não terminou ali: houve recursos e novas decisões em 2021 e 2022 favoráveis à proibição de acesso ao ouro por parte de Maduro e ao reconhecimento da legitimidade de Guaidó, que naquele momento estava no exílio
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Delcy Rodríguez poderá acessar o ouro? Depois que dois terremotos atingiram o norte do país em junho, a presidente interina Delcy Rodríguez pediu ao Reino Unido que liberasse o ouro venezuelano para ser utilizado na reconstrução. Ela chegou a enviar uma carta ao rei Charles III
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O contexto político e humanitário parece favorável a uma resolução do conflito. Mas o ouro continua preso a disputas judiciais, e o rei Charles III também não tem poder real para intervir, de acordo com sua posição na monarquia parlamentar britânica
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