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A profundidade "relativamente rasa" dos terremotos na Venezuela ajuda a explicar a dimensão da destruição no país, afirmou Mark Allen, chefe do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham
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Esse aspecto é um fator determinante para a extensão dos danos, segundo Allen. Relatos iniciais indicaram que os tremores foram relativamente rasos — entre 10 e 20 km de profundidade —, o que permitiu que mais energia chegasse à superfície e intensificasse o impacto
É provável que o primeiro grande terremoto tenha desencadeado um segundo tremor em uma falha geológica próxima em questão de segundos, agravando os danos, avaliou Allen
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O Serviço Geológico dos EUA, utilizando modelos preditivos para estimar o número de vítimas fatais, informou que o total de mortos poderia chegaria à casa dos milhares, com uma probabilidade significativa de ultrapassar 10 mil
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É possível prever um terremoto? Mark Allen pontuou ainda que não seria possível prever os terremotos que atingiram a Venezuela
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Mark Allen, chefe do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham
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O especialista pontuou que apenas é possível identificar as áreas onde os tremores provavelmente ocorrerão, destacando que o norte da Venezuela é propenso a terremotos
Podemos utilizar registros históricos e analisar características das rochas e da paisagem local para fundamentar essas afirmações. No entanto, isso está muito longe de permitir algo realmente útil: prever, com precisão, quando um terremoto ocorrerá, onde acontecerá e qual será a sua magnitude
Mark Allen, chefe do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham