Protestos se espalham pela Europa e pressionam governos a escolhas difíceis

Elisa Marchina/NurPhoto via Getty Images

A onda de protestos na Europa reflete a insatisfação com o custo de vida, os serviços públicos e os gastos com defesa, além do pessimismo dos jovens sobre o futuro

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Os protestos começaram na região de Paris em 17 de setembro, contra a falta de professores, a superlotação das salas de aula, a deterioração dos prédios escolares e as dificuldades de acesso ao ensino superior

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Os sindicatos e trabalhadores aderiram, incorporando reivindicações salariais, críticas à inflação e oposição aos cortes orçamentários

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Na Espanha, o gatilho foi o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento em Madri, onde ela morava havia mais de sete décadas

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O aluguel do imóvel aumentou 275%, passando de 440 euros para 1.650 euros mensais. Maricarmen morreu em 7 de outubro, duas semanas depois do despejo

Oscar Del Pozo/AFP/Getty Images via CNN Newsource

Na Bélgica, estudantes de Bruxelas e Liège protestam contra o aumento dos custos educacionais e reformas no ensino superior, em um movimento inspirado parcialmente pelas manifestações francesas

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Na Itália, as manifestações ocorreram em Roma, Milão, Florença, Bolonha, Gênova e Turim

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Os protestos são contra o aumento do custo de vida, a insuficiência dos salários, as condições da educação pública e as políticas do governo de Giorgia Meloni

AGTW via Reuters

Em Portugal, as reivindicações fazem referência ao alto custo da moradia, à deterioração dos serviços públicos e aos baixos salários e aposentadorias

Pedro Nunes / Reuters

Na Albânia, além de protestar contra a precariedade do ensino superior, o desemprego e a falta de oportunidades, os manifestantes exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, acusando seu governo de corrupção e favorecimento de interesses privados

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