Quem é Benjamin Netanyahu?

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Benjamin Netanyahu construiu sua trajetória política com um discurso voltado à segurança nacional e ao combate ao terrorismo. Ao longo dos anos, esteve no centro de controvérsias envolvendo políticas relacionadas aos palestinos, reforma do sistema judicial e denúncias de corrupção

Origem Netanyahu nasceu em 21 de outubro de 1949, em Tel Aviv, pouco mais de um ano após a fundação do Estado de Israel. Filho do historiador Benzion Netanyahu e de Cela Netanyahu, cresceu em Jerusalém e passou parte da adolescência nos Estados Unidos

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Ele retornou a Israel em 1967 para cumprir o serviço militar nas Forças de Defesa de Israel. Em 1972, concluiu o serviço militar regular, retornando às atividades militares durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando foi promovido a capitão da reserva

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Entre 1976 e 1982, trabalhou no setor privado. Primeiro, atuou na consultoria internacional Boston Consulting Group e, depois, ocupou um cargo de direção na empresa de mobiliário Rim Industries

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Diplomacia e liderança do Likud Entre 1982 e 1984, atuou como vice-chefe da missão diplomática de Israel em Washington. Foi embaixador israelense nas Nações Unidas, cargo que ocupou de 1984 a 1988. Em 1988, retornou a Israel e foi eleito para o Knesset, o Parlamento do país

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Primeiro mandato Netanyahu foi eleito primeiro-ministro em 1996, com 50,49% dos votos, em uma disputa contra Shimon Peres. A campanha foi organizada com estratégias inspiradas em eleições americanas e teve como lema “Paz com Segurança”

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Retorno à política Netanyahu voltou ao governo em 2002, como ministro das Relações Exteriores. A eleição de 2009, marcada pela disputa de Netayahu e sua principal rival, Tzipi Livni, apresentou resultados incertos, mas o candidato obteve apoio do parlamento e se tornou primeiro-ministro designado

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Netanyahu permaneceu no poder até 2021. Durante esse período, defendeu o fortalecimento militar de Israel e a ampliação das relações econômicas e diplomáticas com outros países

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Instabilidade e queda do governo Em março de 2020, o Likud conquistou 59 cadeiras nas eleições, três a menos do que o necessário para obter a maioria. Em abril, Netanyahu e Benny Gantz, seu adversário político, anunciaram um acordo para formar um governo de emergência nacional

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Porém, a coalizão não resistiu às divergências internas, o que levou à dissolução do Parlamento e a novas eleições. Em março de 2021, os israelenses voltaram às urnas. Apesar de o Likud permanecer como a maior força parlamentar, Naftali Bennett assumiu o cargo de primeiro-ministro

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A administração de Bennett também enfrentou dificuldades para manter maioria parlamentar. Em 2022, a coalizão perdeu apoio e antecipou as eleições. Netanyahu voltou a disputar o comando do governo e, após as eleições parlamentares de novembro, reassumiu o posto de primeiro-ministro

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