Quem é Díaz-Canel, presidente sucessor dos Castro que vê Cuba sob ameaça

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Quando assumiu a presidência de Cuba, há quase oito anos, Miguel Díaz-Canel afirmou ter clareza sobre qual deveria ser seu principal objetivo: manter viva a revolução iniciada em 1959, que moldou o sistema de governo que rege a ilha desde então e se tornou um símbolo da esquerda na América Latina

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Perante a Assembleia Nacional e líderes históricos como o ex-presidente Raúl Castro, que havia acabado de concluir seu mandato, Díaz-Canel proferiu um discurso inflamado que marcou o início de seu governo

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Ele prestou homenagem ao falecido ex-presidente Fidel Castro, reconheceu que Cuba enfrentava desafios, alertou para diversas ameaças ao país, reconheceu a necessidade de atualizar o modelo econômico e social e, sobretudo, afirmou que Cuba não se desviaria dos princípios do socialismo

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Hoje, porém, o objetivo de Díaz-Canel de manter a revolução viva está ameaçado por uma das piores crises que Cuba enfrentou em sua história recente

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Os apagões, já comuns nos últimos anos, pioraram devido à escassez de petróleo, consequência da crescente pressão exercida pelos Estados Unidos sobre a ilha desde a captura, em janeiro, de Nicolás Maduro, antigo aliado e fornecedor de combustível do governo cubano

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Em resumo, uma situação que muitos cubanos dizem não saber por quanto tempo mais conseguirão suportar e que começou a gerar alguns protestos em Havana e em outras cidades, enquanto Díaz-Canel, um chefe de Estado de 65 anos cujo verdadeiro poder no país é questionado, pede que eles façam exatamente isso: resistir

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Diferentemente de Fidel e Raúl Castro, Díaz-Canel não é um dos líderes históricos da revolução cubana, mas sim uma figura que nasceu depois e cresceu em meio a esse processo, explicam analistas consultados pela CNN

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Desde a operação de 3 de janeiro para capturar Maduro na Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, vem afirmando que o governo cubano será o próximo a cair

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Em resposta a essas declarações, Díaz-Canel culpou o embargo e outras medidas dos Estados Unidos pela situação em Cuba, uma visão compartilhada por analistas como Aguirre, para quem as políticas de Washington violam o direito internacional e têm sérias consequências humanitárias

ACN/Reuters

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