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Um levantamento do InstitutoZ mostra que 58,4% da geração Z se declara fora dos padrões tradicionais de heterossexualidade e cisgeneridade
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Dentro desse grupo, 57,2% estão fora do espectro heterossexual na orientação sexual, e 10,1% possuem identidades de gênero dissidentes, como pessoas trans, não-binárias, agênero e gênero fluído. Como as duas dimensões podem se sobrepor, parte dos respondentes aparece nos dois recortes
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A pesquisa do InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, consultoria de novas gerações que atende marcas, ouviu mais de 6 mil pessoas da Genz brasileira - considerando que a Geração Z engloba jovens entre 17 e 30 anos de idade
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O levantamento mostra que pessoas bissexuais aparecem como a principal orientação não-heterossexual da geração, sendo 31% da amostra
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Também é possível identificar o crescimento de categorias que quase não apareciam em pesquisas geracionais anteriores, como pansexualidade, assexualidade e pessoas se descrevendo como queer
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Apesar de a Geração Z ter maior facilidade para falar sobre diversidade, parte das pessoas LGBT+ relatam enfrentar uma vida mais ansiosa e menos linear
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Dentre a comunidade LGBT+, 33,5% das pessoas afirmam estar ansiosas com o que vem pela frente; 21,2% dizem se sentir perdidas; 40% relatam baixo conforto com a vida adulta; e apenas 18% apresentam alto conforto com a vida adulta
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Paula Cisneiros, antropóloga e head de pesquisa do InstitutoZ, explica que o grupo LGBT+ se compara mais com os pares e sente mais o peso de estar “atrasado”
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Pensando nisso, a especialista pontua que não é que a geração Z não esteja amadurecendo, mas estes jovens vivem um amadurecimento cercado de comparações constantes
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“Estão amadurecidos, cansados e em busca de um horizonte que parece cada vez mais distante: casa, carro, estabilidade, sucesso financeiro e boa saúde mental. São pilares que são reconhecidos e se traduzem em ansiedade, pressão e cansaço”, explica ela
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