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Uma parcela da população cresceu em um contexto de ausência paterna, uma realidade que pode influenciar escolhas, comportamentos e relacionamentos na vida adulta
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A presença ativa de um pai na vida de uma criança vai muito além da convivência física, favorecendo diretamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e social
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"Um pai emocionalmente disponível oferece segurança, estabelece limites consistentes, valida emoções e estimula a autonomia da criança", explica Eliana Farias, coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário Braz Cubas
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Segundo a profissional, a presença paterna contribui para uma melhora na autoestima, autorregulação emocional, desempenho escolar e até mesmo habilidades escolares de uma criança
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Ela destaca que essa figura não precisa vir necessariamente de um pai biológico, mas de alguém que assuma essa posição na vida da pessoa
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Além disso, um pai que esteja presente fisicamente na vida de um filho muitas vezes não representa alguém que seja disponível emocionalmente
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"É o pai que convive, mas não escuta; que provê financeiramente, mas não participa da vida emocional da criança; que não demonstra interesse, acolhimento ou validação dos sentimentos. Na psicologia, sabemos que presença física não é sinônimo de vínculo afetivo. A criança precisa sentir que é vista, ouvida e valorizada", aponta Farias
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Essa invisibilidade causada pelo pai pouco disponível pode gerar sentimentos de invisibilidade, insegurança e dificuldade para confiar nas relações futuras
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Os traumas deixados em uma pessoa que cresceu sem apoio paterno podem ser superados, segundo Eliana
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A profissional avalia que o cérebro é capaz de se transformar ao longo da vida e aponta que a história pode influenciar, mas não terminar como uma pessoa será
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"O primeiro passo é reconhecer os impactos dessa experiência sem reduzir toda a própria identidade a ela. A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender padrões emocionais, fortalecer a autoestima e construir formas mais saudáveis de se relacionar", avalia
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Ela destaca que vínculos seguros, autoconhecimento, repertório emocional e criatividade podem ajudar a ressignificar experiências difíceis e construir novas formas de se relacionar
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