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Sabe a sensação de estar sendo interrompido a cada dois minutos em meio às tarefas do dia a dia? Foi esse intervalo que pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade Humboldt usaram para testar, em laboratório, o efeito da interrupção constante sobre o trabalho
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No estudo, realizado em 2008, — mas que continua sendo referência em pesquisas recentes sobre trabalho remoto e uso de tecnologia — a pergunta central era se o contexto da interrupção importa
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Ou seja: ser interrompido por um assunto relacionado ao que você está fazendo custa menos do que ser interrompido por um assunto aleatório?
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Reunindo 48 participantes, a pesquisa mostrou que o bloco sem interrupções levou mais tempo (22,77 minutos, em média) do que os interrompidos por assuntos relacionados (20,31 minutos) ou não relacionados (20,60 minutos) ao trabalho, sem diferença no número de erros ou na educação
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Já as medidas subjetivas de carga mental — estresse, frustração, pressão de tempo e esforço — foram significativamente mais altas nos blocos com interrupção do que no bloco de referência
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No experimento controlado, o efeito apareceu em poucos minutos, mas, em uma jornada real, exposta a múltiplas fontes de interrupção por horas seguidas, esse mecanismo de compensação tende a se acumular — o que explica por que o cansaço digital costuma ser sentido só no fim do dia
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Um caminho possível, sugerido no próprio estudo, é que sistemas digitais monitorem e regulem a carga de interrupções ao longo do tempo — evitando que cheguemos ao ponto de sobrecarga já identificado em poucos minutos de exposição controlada em laboratório
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