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O travesseiro costuma ser um dos itens menos considerados na hora de montar o quarto. Na prática, porém, ele sustenta a cabeça, que pesa em média entre 4,5 kg e 5,5 kg, por várias horas todas as noites e ajuda a manter o alinhamento da coluna cervical durante o sono
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As consequências de uma escolha inadequada costumam aparecer logo ao acordar, na forma de dor no pescoço, rigidez muscular e dor de cabeça. Com o tempo, o desconforto pode se tornar recorrente e evoluir para quadros crônicos, já que cabeça e pescoço permanecem fora da posição neutra por horas
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“O erro mais comum é escolher o travesseiro pela maciez ou pela aparência, em vez de priorizar o suporte e o alinhamento da coluna cervical”, afirma Lucas Ramos, ortopedista e especialista em dor da clínica Saint Moritz
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Segundo o médico, travesseiros muito macios, que afundam, ou muito altos, que forçam flexão ou extensão excessiva do pescoço, mantém a cervical fora da posição neutra durante horas. Isso aumenta a tensão muscular, eleva a pressão sobre os discos intervertebrais e pode irritar pequenas articulações da região
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O primeiro ponto a considerar é a posição predominante de sono. Quem dorme de lado geralmente precisa de um travesseiro mais alto e firme, que preencha o espaço entre o ombro e a cabeça, em geral, entre 10 cm e 15 cm
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Para quem dorme de costas, a indicação é um modelo de altura média ou média-baixa, com bom suporte para a região cervical. Já quem dorme de bruços deve evitar travesseiros altos, já que essa posição tende a sobrecarregar naturalmente o pescoço
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A escolha do material também faz diferença. Entre os mais indicados do ponto de vista ortopédico estão a espuma viscoelástica (memory foam) e o látex, que oferecem bom suporte e se adaptam melhor ao contorno da cabeça e do pescoço
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Modelos cervicais contornados podem ser especialmente úteis para quem convive com dor crônica. Já travesseiros de penas ou fibras sintéticas muito macias tendem a perder sustentação mais rapidamente
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Segundo o ortopedista, a recomendação geral é substituir o produto a cada 1 ano e meio a 2 anos, mesmo quando ele ainda parece em bom estado visualmente. Isso porque o desgaste acontece principalmente na estrutura interna, que vai perdendo capacidade de sustentação
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Também é importante perceber o impacto no próprio corpo: aumento de rigidez no pescoço, sensação de desconforto ao acordar ou dor cervical mais recorrente podem indicar que o suporte já não está adequado
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