Cultura do "eu mereço": como o cansaço está mudando a relação com o consumo

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Brasileiros estão dispostos a pagar mais por conveniência, como filas menores, delivery mais rápido e espaços exclusivos, segundo a pesquisa “Status Quo do Me Mimei”, da Casa Mundo Latam

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A pesquisa mostrou que 77% dos brasileiros consideram uma rotina segura, previsível e com mais tempo um privilégio, em meio ao impacto do cansaço nos hábitos de consumo e bem-estar

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Conforme os dados, 70% das pessoas avaliam que quase todos os serviços têm uma versão melhor para quem pode pagar mais — a título de exemplo, ingressos com espaços de descanso em festivais ou até mesmo um streaming sem propaganda

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Ainda, saúde e alimentação estão entre os principais objetivos do público que opta por gastar um pouco mais para ter comodidade. E mais de 55% concorda que a finalidade principal é o conforto e evitar problemas

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Com esse cenário de maior sobrecarga, cansaço permanente, ganhar a força chamada pela consultoria de "Eu mereço" torna-se uma lógica que ocupa um espaço permanente nas decisões de consumo, mudando a percepção de necessidade

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"O problema não está em querer conforto ou aproveitar uma experiência melhor. Ele aparece quando o cansaço se torna tão constante que consumir passa a ser uma das únicas formas disponíveis de sentir alívio. A sociedade repete que você trabalhou muito, está exausto e, por isso, merece alguma coisa", avalia Adriana Hack, fundadora e diretora executiva da Casa Mundo Latam

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