De minúsculos a bermudas: a evolução dos shorts na Copa do Mundo

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Quem assiste a uma partida de futebol hoje talvez não consiga imaginar que, até o final dos anos 1980, os craques do gramado corriam no campo com shorts colados e curtíssimos, que terminavam bem no topo das coxas

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Grandes nomes da indústria, como Pelé, Maradona e Zico, ergueram taças e encantaram o mundo vestindo uniformes que, conforme os padrões contemporâneos, se assemelhariam quase a trajes de banho

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Em entrevista à CNN Brasil, Tay Borges, consultora de imagem e estilo, conta que a virada radical que aconteceu nos anos 1990 teve forte impacto cultural. "Tivemos uma influência muito grande da cultura do hip-hop, do basquete americano e do streetwear", explica

Alexandre Cassiano

A evolução do comprimento serve como um termômetro de como os homens enxergam a si mesmos ao longo das décadas. Nos anos 1970 e 1980, mostrar as pernas não era um problema ou tabu

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Hoje, no entanto, o armário masculino se tornou mais conservador em relação aos comprimentos. Assim, a resistência a shorts curtos reflete barreiras culturais modernas

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Muito além de simplesmente vestir atletas, os uniformes da Copa do Mundo se transformaram em plataformas de negócios. Se, até os anos 1980, as roupas eram vistas puramente como equipamentos funcionais, a década de 1990 consolidou a globalização do esporte sob o olhar atento de gigantes do mercado, como a Nike

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Quanto ao futuro dos gramados, a consultora aposta em um cenário duplo, em que a funcionalidade máxima dita as regras do jogo profissional, enquanto as ruas abraçam a nostalgia

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