Entenda por que a "economia da atenção" eleva os níveis de estresse

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Criada há mais de 50 anos, a chamada economia da atenção é um conceito que ajuda a entender por que nossa capacidade de foco se tornou um dos recursos mais disputados na era digital

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O termo desenvolvido por Herbert Simon, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, parte da ideia de que vivemos atualmente um excesso de informação superior à nossa capacidade de absorvê-la

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De acordo com a explicação do analista, quando a demanda por atenção supera a oferta, esse recurso se torna extremamente valioso. É por isso que empresas e plataformas digitais competem intensamente pela atenção dos usuários

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O tipo de foco mais cobiçado pelas plataformas não é o voluntário, aquele em que a pessoa escolhe conscientemente se concentrar em algo, como ao abrir um livro. O objetivo central das grandes empresas é reter a atenção involuntária: aquela que é capturada de forma espontânea

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A explicação de Simon também distingue tipos de concentração — sustentada e alternada — relevantes para o cotidiano e como a mente tende a se comportar, baseada na forma que as informações são consumidas

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A atenção sustentada é considerada a mais benéfica: trata-se da capacidade de permanecer concentrado em uma única atividade por um período prolongado, o que favorece a absorção real de conhecimento. No entanto, esse tipo de concentração está cada vez mais difícil de ser mantida

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Em contrapartida, a atenção alternada ou dividida — aquela em que a pessoa fica passando rapidamente de um conteúdo para outro — é descrita como problemática. Do ponto de vista da neurociência, não é possível prestar atenção em duas atividades simultaneamente

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O resultado é uma queda significativa na qualidade dos conteúdos consumidos pelos usuários e um aumento expressivo no nível de estresse e exaustão mental

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