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Já não é novidade dizer que o nicho de beleza coreano desperta uma curiosidade voraz entre os entusiastas de beauté. O movimento começou timidamente em 2010, quando os primeiros BB creams e máscaras de tecido surgiram diante de grupos especializados
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A presença, que antes era limitada, ganhou um novo fôlego impulsionado pelo entretenimento. Se você já admirou a pele impecável de um ídolo de K-Pop ou de uma protagonista de K-Drama, você foi impactado pelo soft power da Coreia do Sul
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À CNN Brasil, Jimmy Lee, diretor da KS Cosméticos, explica a lógica por trás dessa obsessão. "Esses conteúdos exportam não apenas entretenimento, mas também padrões estéticos e hábitos culturais. A pele saudável, luminosa e natural vista em idols e atores gera desejo aspiracional"
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De acordo com o executivo, a busca pela famosa "glass skin" (pele de vidro, em português) é um desejo aspiracional que as redes sociais transformam em realidade. "No Brasil, esse movimento ganha ainda mais força no ambiente digital, onde influenciadores funcionam como tradutores culturais"
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Ao contrário do mercado ocidental, que historicamente focou em bases de alta cobertura para esconder imperfeições, a filosofia coreana ensinou o consumidor a olhar para a saúde da barreira cutânea. Essa mudança de mentalidade fisgou as gerações Z e Alpha
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Para os mais jovens, o skincare não é uma tarefa, mas um momento de autocuidado. "O consumo deixa de ser reativo para ser proativo, o que impulsiona rotinas mais consistentes", adiciona
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O crescimento do interesse masculino e de públicos jovens também forçou as marcas a mudarem o tom. Sai o marketing segmento, entra a neutralidade e eficácia
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Essa busca por eficiência culmina no conceito de Skip-care, uma evolução da famosa (e às vezes exaustiva) rotina de 10 passos. "O skip-care não é a morte do ritual coreano, é uma otimização. O consumidor global quer menos etapas, mas não aceita perder resultado. A rotina encurta, mas a performance aumenta", defende o diretor
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O sucesso da K-Beauty é sustentado por números robustos. Em 2025, conforme garante Lee, a Coreia do Sul atingiu o recorde histórico de US$ 11,4 bilhões em exportações de cosméticos
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O segredo? Unir o ancestral ao futurista. Ingredientes como mucina de caracol e ginseng são reinterpretados sob a ótica científica. "A força da K-Beauty está na interseção: não usamos receitas ancestrais por nostalgia, mas como ponto de partida científico para melhorar absorção e segurança", explica Lee
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O próximo passo da beleza coreana é a hiperpersonalização. Lee prevê que dispositivos de inteligência artificial em breve substituirão recomendações genéricas por protocolos baseados em dados individuais de cada pele. Contudo, o avanço tecnológico caminha junto ao desafio ético da sustentabilidade
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