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O mercado global de arte de luxo movimenta bilhões de dólares anualmente, transformando telas de tecido e tinta a óleo em ativos financeiros mais valiosos do que muitas corporações multinacionais
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O recorde público atual de vendas pertence à pintura Salvator Mundi, atribuída a Leonardo da Vinci, arrematada na casa de leilões Christie’s por US$ 450 milhões em 2017
PA Images/Reuters
Nos bastidores, contudo, transações privadas e apólices de seguro de grandes museus já avaliam obras-primas históricas na marca de US$ 1 bilhão
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Para o grande público, investir o equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) de uma pequena nação em uma única tela desafia a racionalidade econômica básica
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No entanto, essa economia ultrarreserva, dominada por bilionários e fundos de investimento, opera sob um conjunto de regras financeiras e psicológicas muito restritas
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O valor de uma obra não é calculado pelo custo de seus materiais, mas sustentado por três pilares rigorosos: a escassez absoluta da oferta, o histórico de propriedade e a especulação de capital em paraísos fiscais
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