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É muito provável que você já tenha se deparado com um painel vazado de madeira, repleto de formas geométricas, dividindo a sala de um apartamento decorado ou compondo a fachada de uma casa contemporânea
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Esse elemento construtivo, que permite a ventilação e a iluminação cruzada enquanto garante a privacidade de quem está no interior, chama-se muxarabi. Apesar de ser uma forte tendência no mercado atual de arquitetura e design de interiores, esse estilo não é uma novidade moderna
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Para entender a história, a função e a aplicação correta dessa estrutura, a CNN Brasil conversou com Andrea Braga, pesquisadora em história e arquitetura. A especialista começa esclarecendo uma dúvida comum sobre a pronúncia e a gramática da palavra: diz-se "os muxarabis", com a sílaba tônica no final, sem a necessidade de acento gráfico
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Segundo a especialista, a etimologia da palavra deriva do termo árabe mashrabiya. Embora a tradução mais próxima do sentido original remeta a "um lugar de beber" ou "local onde se colocam recipientes de água", o uso arquitetônico consagrou o termo como uma janela ou sacada vazada em treliça
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A estrutura surgiu na arquitetura islâmica medieval, especialmente no Oriente Médio e no Norte da África. "Basicamente, é um elemento construtivo de fechamento em que a permeabilidade de ventilação, iluminação ou insolação é mantida", explica Andrea
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Na prática residencial contemporânea, o muxarabi atua como um delimitador de espaços que não cria barreiras visuais pesadas. Ele compartimenta ambientes, controla a incidência solar e amplia a experiência sensorial do morador por meio do jogo estético de luz e sombra
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A pesquisadora também explica que, embora a madeira seja o material clássico e ofereça o melhor conforto visual, o mercado expandiu as possibilidades construtivas, como: MDF, alumínio, PVC, aço corten ou carbono, fibras naturais e outros materiais inusitados
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Segundo Andrea Braga, os erros mais comuns na instalação do muxarabi começam por ignorar o estudo climático do terreno, posicionando o fechamento vazado em fachadas com incidência direta de chuva forte, o que pode alagar o ambiente interno
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A especialista também alerta para a escolha de materiais sensíveis, como madeira ou MDF, em áreas com alta exposição ao sol contínuo ou umidade excessiva, além de tramas com desenhos excessivamente fechados, que anulam a ventilação e bloqueiam a iluminação
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