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O sucesso absurdo dos reality shows, que dominam as telas há décadas, talvez revele mais sobre nós que assistimos do que sobre os participantes que se exibem. A verdade é que somos fascinados pela exposição alheia
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No entanto, quando o olhar do outro se volta para nós, a lógica se inverte. Rotulamos esse compartilhamento excessivo de detalhes íntimos (oversharing) como TMI, sigla em inglês que significa “informação demais”, e tratamos de nos proteger
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Em seu novo livro "Revealing: The Underrated Power of Oversharing" (Revelar-se: o poder subestimado da superexposição, em tradução livre), a professora canadense Leslie John, da Harvard Business School (EUA), defende que nossa obsessão pela privacidade pode ser um tiro no próprio pé
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Ao contrário do senso comum, que vê a retenção de informações como prudência, as pesquisas da autora indicam que o silêncio gera desconfiança, enquanto a exposição calculada de vulnerabilidades é o verdadeiro motor da conexão humana e credibilidade
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O ponto é: se um influencer pode postar algo constrangedor e ganhar likes, você certamente pode se abrir mais com “cônjuges, amigos, colegas e até estranhos... O risco maior, muitas vezes, é compartilhar de menos", escreve a autora no livro
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A obra detalha que a vulnerabilidade não repele, mas atrai, e que o verdadeiro perigo social reside não em falar demais, mas em tornar-se uma incógnita para os outros
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No fim, talvez os participantes de reality shows e grande parte dos influencers tenham entendido algo que nós esquecemos: a vida acontece na exposição
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