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A busca incessante por produtividade tem gerado um fenômeno preocupante na sociedade atual: a exaustão coletiva
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A sensação de culpa ao descansar e a pressão para otimizar cada minuto do dia são sintomas de um comportamento que especialistas já identificam como prejudicial à saúde mental e física da população
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A cultura da produtividade tóxica, amplamente disseminada nas redes sociais, tem gerado um cansaço generalizado entre os trabalhadores brasileiros, e os períodos destinados ao lazer e ao ócio começaram a ser condenados
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Em 2024, um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva revelou que 60% dos brasileiros declaram não ter nenhum momento de ócio durante a semana
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Outro estudo, conduzido por uma health tech que acompanhou quase duas mil pessoas ao longo de um período, concluiu que aproximadamente 70% delas viviam em estado de alerta elevado — entre os níveis 4 e 5 de uma escala de hipervigilância
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Esse indicador aponta que, mesmo após o expediente, esses indivíduos permanecem em constante estado de urgência, incapazes de relaxar
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Ainda de acordo com dados do Ministério da Previdência, houve um aumento de 800% no número de afastamentos por burnout entre 2021 e 2025 e, somente no ano passado, mais de 500 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais
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As pesquisas mencionadas reforçam a noção de que, para além de prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida de vários cidadãos, a produtividade tóxica afeta negativamente os resultados de grandes empresas e o desenvolvimento do mercado de trabalho
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