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O chamado quiet vacationing começa de forma silenciosa: o profissional aparece online nas ferramentas de trabalho, responde mensagens e participa de reuniões. Na prática, porém, está em outro lugar — e não avisou ninguém
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Subproduto direto da cultura de trabalho pós-pandemia, essa tendência, chamada no Brasil de “férias silenciosas”, permite que a pessoa viaje sem abater esses dias em seu saldo de férias
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O termo ganhou força em meados de 2024, após a empresa americana Harris Poll divulgar uma pesquisa comportamental na qual revelou que cerca de 28% dos trabalhadores (e 37% dos millennials) já haviam adotado a prática
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Por trás da estratégia, segundo a pesquisa, há o medo de parecer desengajado num mercado de trabalho instável
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Em outras palavras, o fenômeno não está relacionado a uma malandragem, mas à necessidade de criar uma pausa possível dentro de um ambiente onde pedir férias ainda pode ser visto como uma falta de comprometimento
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O empregado busca descanso — porque está sobrecarregado —, mas precisa disfarçar para ser aceito. O resultado é paradoxal: buscando descansar sem se desconectar, muitos acabam prolongando o cansaço
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