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A partir dos anos 2000, o mundo passou por uma virada demográfica marcada pela queda nas taxas de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida, acelerando o envelhecimento da população global
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Com mais pessoas ativas por períodos mais longos, a idade deixa de ser, aos poucos, um critério de exclusão automática, abrindo espaço para uma revisão do etarismo ainda presente nas relações profissionais
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Nesse cenário, vai se formando uma economia “prateada”, que reconhece o potencial produtivo e de consumo da população mais velha. Não se trata mais de tomar o remédio na hora certa, mas sim desenvolver uma nova filosofia de vida que engloba prevenção, equilíbrio e escolhas conscientes no dia a dia
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Em entrevista recente à plataforma de saúde LN Bienestar, o representante da histórica Clinique La Prairie de Montreux, na Suíça, afirma que, atualmente, viver muitos anos sem qualidade de vida e sem felicidade não faz sentido — o objetivo deveria ser alcançar o máximo de tempo possível com bem-estar genuíno
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Mas, se é o estilo de vida que realmente faz diferença ao longo do tempo, alerta Carballo, o excesso de controle pode virar fonte de estresse — e isso também impacta negativamente o organismo
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Carballo não contesta a importância dos hábitos, mas critica sua radicalização, com dietas extremas, rotina inflexível e culpa constante. O perfeccionismo biológico e a ideia de que longevidade depende de otimização total o tempo inteiro podem se tornar fator de desgaste
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A mesma lógica se aplica às famosas metas pessoais. Objetivos grandiosos demais seriam mais difíceis de sustentar a longo prazo, enquanto pequenas metas aumentariam as chances de sucesso contínuo em qualquer hábito relacionado à longevidade
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Dentro dessa nova abordagem, Carballo aponta três hábitos centrais para viver mais e melhor. O primeiro é desligar o piloto automático e prestar mais atenção às coisas que você faz, aprendendo a valorizar pequenas experiências sensoriais, como o sabor de um café ou a luz do sol
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O segundo hábito — e talvez o mais importante, segundo Carballo — é cultivar vínculos afetivos. De nada adianta tomar os melhores suplementos suíços, comer alimentos orgânicos e praticar yoga, se você estiver sozinho ou cercado de pessoas com quem não mantém relações verdadeiras
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Por fim, o último pilar é manter um hobby ou propósito desligado do trabalho e do dinheiro. “Se não houver uma base construída sobre uma vida com propósito e prazer, a ciência, sozinha, não faz milagres. Ela pode acrescentar anos à vida, mas não necessariamente vida aos anos”, conclui o consultor
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