Rotinas rígidas demais atrapalham longevidade e qualidade de vida

Enikő Tóth/Pexels

A partir dos anos 2000, o mundo passou por uma virada demográfica marcada pela queda nas taxas de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida, acelerando o envelhecimento da população global

Anna Shvets/Pexels

Com mais pessoas ativas por períodos mais longos, a idade deixa de ser, aos poucos, um critério de exclusão automática, abrindo espaço para uma revisão do etarismo ainda presente nas relações profissionais

Mizuno K/Pexels

Nesse cenário, vai se formando uma economia “prateada”, que reconhece o potencial produtivo e de consumo da população mais velha. Não se trata mais de tomar o remédio na hora certa, mas sim desenvolver uma nova filosofia de vida que engloba prevenção, equilíbrio e escolhas conscientes no dia a dia

cottonbro studio/Pexels

Em entrevista recente à plataforma de saúde LN Bienestar, o representante da histórica Clinique La Prairie de Montreux, na Suíça, afirma que, atualmente, viver muitos anos sem qualidade de vida e sem felicidade não faz sentido — o objetivo deveria ser alcançar o máximo de tempo possível com bem-estar genuíno

Tima Miroshnichenko/Pexels

Mas, se é o estilo de vida que realmente faz diferença ao longo do tempo, alerta Carballo, o excesso de controle pode virar fonte de estresse — e isso também impacta negativamente o organismo

Antoni Shkraba/Pexels

Carballo não contesta a importância dos hábitos, mas critica sua radicalização, com dietas extremas, rotina inflexível e culpa constante. O perfeccionismo biológico e a ideia de que longevidade depende de otimização total o tempo inteiro podem se tornar fator de desgaste

SHVETS production/Pexels

A mesma lógica se aplica às famosas metas pessoais. Objetivos grandiosos demais seriam mais difíceis de sustentar a longo prazo, enquanto pequenas metas aumentariam as chances de sucesso contínuo em qualquer hábito relacionado à longevidade

Khwanchai Phanthong/Pexels

Dentro dessa nova abordagem, Carballo aponta três hábitos centrais para viver mais e melhor. O primeiro é desligar o piloto automático e prestar mais atenção às coisas que você faz, aprendendo a valorizar pequenas experiências sensoriais, como o sabor de um café ou a luz do sol

Bruno Miranda Photography/Pexels

O segundo hábito — e talvez o mais importante, segundo Carballo — é cultivar vínculos afetivos. De nada adianta tomar os melhores suplementos suíços, comer alimentos orgânicos e praticar yoga, se você estiver sozinho ou cercado de pessoas com quem não mantém relações verdadeiras

Polina Zimmerman/Pexels

Por fim, o último pilar é manter um hobby ou propósito desligado do trabalho e do dinheiro. “Se não houver uma base construída sobre uma vida com propósito e prazer, a ciência, sozinha, não faz milagres. Ela pode acrescentar anos à vida, mas não necessariamente vida aos anos”, conclui o consultor

Natali Smirnova/Pexels

leia mais em

 Anna Tarazevich/Pexels