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Uma análise publicada neste ano pela OMS (Organização Mundial da Saúde), envolvendo mais de 200 mil pessoas em 150 países, revelou que uma em cada cinco pessoas se declara solitária
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A entidade criou a Comissão de Conexão Social, com o objetivo de promover vínculos sociais nos países, independentemente do nível de renda. Recentemente, a organização ainda apontou como possíveis causas desse fenômeno as mudanças na urbanização, o avanço da tecnologia e o aumento da desigualdade social
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Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2024 e divulgada este ano, apontou que 26% dos adolescentes brasileiros sentem que ninguém se importa muito com eles
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Para compreender o tema, é importante distinguir três conceitos: solidão, solitude e isolamento. O primeiro é definido como a discrepância entre as conexões sociais que uma pessoa deseja ter e as que efetivamente possui
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O problema se agrava quando influenciadores digitais romantizam a solidão como se fosse um estilo de vida desejável, contradizendo a ideia por trás das comunidades digitais criadas pelos próprios profissionais
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Uma meta-análise publicada em 2023 na revista Nature Human, que avaliou dados de 2 milhões de pessoas, mostrou que a solidão crônica — aquela que persiste por longo período sem causas concretas associadas — representa um sério risco à saúde
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Os dados indicaram um aumento de 32% nas chances de morte prematura por câncer e doenças cardiovasculares em casos de isolamento social, e de 14% nos casos de solidão
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Diante desse cenário, a internet é apontada como um possível aliado no combate à solidão, mas com limitações. A questão que permanece é se as conexões virtuais são, de fato, capazes de substituir os vínculos reais na vida das pessoas
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