Marcelo Camargo/Agência Brasil
O fenômeno El Niño deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão, aumentando a probabilidade de eventos extremos em diferentes regiões do Brasil
Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa
A avaliação consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Inmet em conjunto com outros órgãos federais, que alerta para possíveis impactos sobre o regime de chuvas, temperaturas, recursos hídricos, agricultura e risco de desastres naturais
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Segundo o boletim, há 100% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, com possibilidade elevada de atingir a categoria de muito forte, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial supera 2°C
Vinicius A. Nascimento/Pexels
Embora o fenômeno ocorra no Oceano Pacífico, seus efeitos alteram a circulação atmosférica em escala global. Na prática, isso modifica o comportamento dos ventos, o transporte de umidade e a formação de sistemas de chuva, favorecendo extremos climáticos
Guilherme Christmann/Pexels
Os especialistas ressaltam, porém, que o El Niño não determina sozinho as condições do tempo. Cada episódio possui características próprias e seus efeitos podem ser intensificados ou amenizados pela atuação de outros sistemas meteorológicos
Alex Silva/Estadão Conteúdo
Historicamente, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño, principalmente durante a primavera e o verão. A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra
REUTERS/Amanda Perobelli
Na região Norte, especialmente na Amazônia, o cenário esperado é praticamente o oposto. A tendência é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso no estabelecimento da estação chuvosa em parte da Amazônia Legal
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
No Nordeste, os principais impactos tendem a ocorrer durante o verão e o outono, especialmente na porção norte da região. A expectativa é de redução da duração da estação chuvosa, prolongamento da estiagem, temperaturas acima da média e menor disponibilidade de água
Antônio Carlos Mafalda/Mafalda Press/Estadão Conteúdo
No Centro-Oeste, o El Niño costuma atrasar o início da estação chuvosa, prolongando o período seco. O cenário previsto inclui temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas e incêndios florestais
Valter Campanato/Agência Brasil
Na região Sudeste, os efeitos mais frequentes envolvem temperaturas elevadas, ondas de calor mais duradouras e irregularidade das chuvas, sobretudo no início da estação chuvosa
Rovena Rosa/Agência Brasil