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Um novo organograma do PCC (Primeiro Comando da Capital) elaborado por anos pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) revela a estrutura geral da facção, mostrando suas "sintonias" e a dimensão da organização criminosa que está espelhada em 28 países
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Investigadores afirmam que o PCC passou por uma "mutação" ao longo dos anos, saindo do sistema prisional e se organizando como uma verdadeira empresa, com movimentações no mercado formal, participação de advogados e infiltração no poder público. São mais de 40 mil integrantes
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De acordo com o organograma, a facção está dividida em nove principais células que possuem diversos subgrupos, evidenciando a influência em todo o território paulista, com destaque para a capital e a Baixada Santista, assim como em todo o país e no exterior. Veja a seguir algumas das divisões
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– Sintonia dos Gravatas: composta por advogados que, a partir da prerrogativa de sigilo, transmitem informações de faccionados presos para integrantes em liberdade. Dividida em "Resumo Jurídico", "Gestorias" e "Quadro dos Advogados da Facção";
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– Sintonia dos Países: coordena a expansão do PCC pelo mundo, conectando a facção com organizações criminosas internacionais como a 'Ndragheta, na Itália, onde já está estabelecido;
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– Sintonia do Sistema: responsável pela imposição e controle da facção no sistema prisional. Setores de "disciplina" e "financeiro" atuam na ordem e no tráfico nas penitenciárias;
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– Setor Financeiro: uma das células mais extensas, comanda a organização financeira do PCC, como os conhecidos esquemas de lavagem de dinheiro e infiltração em setores públicos (ônibus), assim como o crescimento da facção por meio dos lucros ilícitos (Progresso e Padaria)
Marcello Casal Jr/Agência Brasil