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Em 132 anos, o Senado rejeitou somente cinco indicações ao STF (Supremo Tribunal Federal), que já teve 171 ministros. Todas as recusas ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894)
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O caso mais emblemático é o do médico Cândido Barata Ribeiro, rejeitado pelos senadores quando já atuava como ministro do STF. À época, os escolhidos podiam assumir as funções antes de o Senado votar a indicação
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Após dez meses julgando processos, Barata Ribeiro foi obrigado a deixar o casarão da Rua do Passeio, no Rio, onde os juízes do Supremo despachavam
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Hoje, o breve ministro é mais conhecido por ser tio-avô do comediante Agildo Ribeiro e dar nome a uma rua do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro
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Depois de Barata Ribeiro, Floriano indicou 11 nomes para o STF. O Senado rejeitou quatro. Dois deles também não tinham formação em Direito: Ewerton Quadros, general que havia sido decisivo para o fim da Revolução Federalista, e Demóstenes Lobo, diretor-geral dos Correios
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Os outros recusados eram graduados em Direito, mas não eram expoentes do mundo jurídico: o general Galvão de Queiroz e o subprocurador da República Antônio Seve Navarro
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Nunca se soube os motivos exatos que levaram o Senado a não aceitar as indicações, uma vez que as sessões eram secretas, e as atas se perderam. A divulgação do parecer sobre Barata Ribeiro foi exceção
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