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Abusar da bebida alcoólica, mesmo que de vez em quando, pode triplicar o risco de fibrose no fígado em pessoas que já apresentam acúmulo de gordura no órgão, aponta um estudo publicado na revista científica Clinical Gastroenterology and Hepatology
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Os resultados reforçam que não importa apenas a quantidade total de álcool, mas também a forma como ele é ingerido
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“O estudo traz evidências robustas, relevantes, de que se deve considerar o padrão de consumo de álcool como fator de risco, e chama a atenção para quem consome de vez em quando uma grande quantidade", afirma a hepatologista Carolina Pimentel, do Einstein Hospital Israelita
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Os pesquisadores observaram que consumir álcool em excesso ao menos uma vez por mês — quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais para homens — representa um risco maior de fibrose hepática do que ingerir a mesma quantidade diluída ao longo desse período
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Os achados são especialmente preocupantes diante do avanço da esteatose hepática, popularmente conhecida como “gordura no fígado”. A condição, ligada principalmente ao estilo de vida, já afeta cerca de 40% da população adulta mundial
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Desde 2023, o popular “fígado gordo” recebeu o nome oficial de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD). Mas, se, além de gordura, o indivíduo consome bebida alcoólica com frequência, trata-se da doença hepática metabólica e alcoólica (MetALD)
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Para Carolina Pimentel, o artigo reforça a necessidade de ampliar o rastreamento e o acompanhamento desses pacientes. “Não é ‘só uma gordurinha’”, alerta
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“O fígado sofre silenciosamente durante muito tempo. Mesmo com fibrose ou até cirrose, ele consegue manter suas funções sem causar sintomas. Quando aparecem, pode ser que a pessoa já tenha um câncer hepático ou precise de transplante", afirma a hepatologista
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