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A infância e a adolescência representam fases delicadas da formação de uma pessoa: é durante esse período que a personalidade, as habilidades sociais e a resiliência costumam ser desenvolvidas. No entanto, essa efervescência emocional também torna os jovens mais vulneráveis diante de eventos estressores
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Segundo estudo publicado em março nos Cadernos de Saúde Pública, o Brasil vive um momento crítico de crescimento nos casos de lesões autoprovocadas
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Por meio da análise de registros entre 2013 e 2023 do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) identificaram que as internações relacionadas a esse tipo de ocorrência aumentaram em 44,3%
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De acordo com a Cartilha para prevenção da automutilação e do suicídio, do Ministério da Saúde, a vulnerabilidade de crianças e adolescentes aos sofrimentos psicológicos pode ser intensificada por negligência parental, conflito familiar, preconceito, entre outros
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O acesso facilitado à tecnologia ajuda a aproximar pessoas e estimular conversas. Por outro lado, também pode criar ambientes hostis, marcados por isolamento, pressão estética e agressões recorrentes
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Alterações de humor, isolamento social, perda de vínculos de amizades, recusa em sair de casa, queda no rendimento escolar, diminuição de energia e aumento no tempo de consumo de telas são alguns dos sintomas típicos apresentados por pessoas em sofrimento psicológico
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Não existe um “passo a passo” para identificar se alguém está passando por algum tipo de vulnerabilidade emocional que pode levar a práticas de autolesão. Cada pessoa tem suas particularidades e, por isso, deve ser acompanhada considerando suas características específicas
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Quando o sofrimento já é perceptível, mas não parece afetar a rotina, é recomendado que os responsáveis procurem conversar com professores e a coordenação pedagógica da escola
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Já quando o quadro apresenta maior gravidade, deve-se buscar ajuda profissional na área da saúde mental. Não existe um fluxo único a ser seguido: pode-se procurar por um psiquiatra ou um psicólogo. O ideal é que ambos sejam acionados
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Também é essencial fortalecer a capacitação profissional para o acolhimento e manejo desses quadros, bem como ampliar programas de tratamento aos comportamentos autolesivos. Isso inclui, por exemplo, expandir o acesso ao suporte médico, psicológico e à psicoeducação
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