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Recorrer a analgésicos, como paracetamol ou dipirona, é um hábito comum para aliviar dores pelo corpo, mas pode se tornar um problema. O uso contínuo desses remédios apenas afasta os sintomas, podendo esconder a verdadeira causa do problema e atrasar o tratamento correto
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O médico Lúcio Gusmão, especialista em dor e fundador da Rede CADE, explica que o alerta surge quando o medicamento deixa de ser uma forma de controlar os sintomas momentaneamente para um mecanismo de escape permanente
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Ele afirma que o analgésico é importante em determinadas situações, mas não deve ser a resposta para todo incômodo
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"Quando uma pessoa precisa tomar medicamento repetidamente para conseguir seguir a rotina, é preciso investigar por que aquela dor continua acontecendo. Porém, na correria do dia a dia e na pressão por produtividade, as pessoas deixam de consultar um profissional [...]", diz ele
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A preocupação aumenta quando se faz uso de analgésicos opioides, como a morfina. Um estudo publicado na revista Addiction, que analisou 4,3 milhões de pessoas com dor crônica não cancerígena tratadas com opioides, traz um alerta: 9,3% dos pacientes desenvolveram dependência
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O especialista explica que a dependência não ocorre porque alguém usou opioides durante um período curto, mas envolve fatores relacionados ao tipo de medicamento, à duração do uso, a fatores genéticos, à dose, à falta de disciplina do paciente e ao próprio contexto da dor
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O médico aponta que não existe uma receita única para a dor crônica, e que o tratamento deve ir além da consulta médica, abrangendo o trabalho de fisioterapeutas, psicólogos e profissionais de educação física
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